domingo, 20 de janeiro de 2008

Experiências iniciais

Ainda na pré-adolescência, depois de detectar meu interesse em ver mulheres amarradas, algemadas ou imobilizadas de alguma maneira em seriados e filmes de TV, naturalmente o passo seguinte foi o de verificar se aquela sensação de prazer persistiria se o objeto da imobilização fosse eu mesma. Como eu não podia contar que aparecesse uma cena daquelas cada vez que eu ligava a TV, resolvi experimentar em mim mesma aquilo que tanto me agradava assistir.

Minhas primeiras experiências em bondage foram, portanto, em self-bondage (tecnicamente falando) e meus primeiros instrumentos foram aquilo que eu tinha na mão naquela época, ou seja, fita adesiva da escola, cordas de varal e a corrente da minha bicicleta. Sim, parece engraçado, mas a corrente da minha antiga bicicleta já me proporcionou muito prazer. As cordas de varal machucavam a pele e eu as descartei rapidamente, mas me vali bastante da fita adesiva. Meus pais estranhavam um gasto tão rápido das fitas lá de casa, mas eu dizia que eram para trabalhos escolares e mesmo reclamando que "as escolas de hoje em dia pedem um monte de coisas para os alunos...", a coisa acabou ficando por isso mesmo.
Outro instrumento das minhas primeiras experiências eram as faixas cirúrgicas, que se vendem em qualquer farmácia. São baratas, flexíveis e boas para se amarrar (ou ser amarrada). O problema na época é que quando elas sujam demais acabam fedendo e eu não podia lavá-las com o restante da roupa da casa sem despertar perguntas incômodas, daí eu preferia jogá-las fora. Ainda assim valia a pena, pois duravam muito tempo.
É claro que nos primeiros tempos eu não me imobilizava inteiramente. Eu comecei devagar, experimentando a imobilização em partes específicas do meu corpo. Comecei amarrando (ou acorrentando) meus pés e curtindo as sensações que me advinham disso. Depois eu passei para os meus pulsos, primeiro em frente ao meu corpo, em seguida, pelas costas. Somente tempos depois, em surgindo a oportunidade, eu juntei as duas práticas e me imobilizei completamente, acrescentando depois "a cereja do bolo": uma mordaça, ainda que eventual, pois ser amordaçada não é o principal em minhas práticas de bondage.

Aquelas primeiras experiências foram muito úteis para mim. Em primeiro lugar, eu descobri que sentia um enorme prazer em ser imobilizada, mais até do que assistindo a alguma cena do gênero. Também foi nessa época que eu comecei a conhecer meus limites, meus gostos e desgostos na prática e a estabelecer regras para garantir minha segurança. A todos(as) que quiserem se iniciar no bondage, eu recomendo, em primeiro lugar, dedicar-se ao self-bondage por algum tempo, para só depois contar com a ajuda de um parceiro confiável a fim de realizar o fetiche. Eu sou praticante de self-bondage até hoje.

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