quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eleições


Às vezes eu me pergunto se o horário político obrigatório serve para alguma coisa além de proporcionar momentos de humor ao tão sofrido povo brasileiro. Não consigo imaginar que alguém decida em quem vai votar nas próximas eleições apenas olhando a imagem e o discurso padronizado das bizarrices que infestam a política nacional. Certamente tais eleitores existem e devem ser muitos, para justificar os enormes gastos em propaganda dos candidatos a qualquer cargo público.

Como eu sou totalmente indiferente a esse discursinho monotemático esquerdista de todos os candidatos, digo que eu votaria com prazer numa candidata que se assumisse bondagista. Em época de eleição, todos os postulantes a alguma mamata estatal afirmam estar em defesa da família, da ética e da moral. Pois bem, eu gostaria de ver uma candidata ter a coragem de aparecer em frente às câmeras e se dizer praticante de bondage. Aí sim eu acreditaria na existência de um político sincero. Eu imagino essa suposta candidata apresentando suas propostas algemada ou amarrada, dizendo alguns slogans como "eu estou algemada aos meus compromissos com os eleitores" ou "fulana de tal... amarrada na ética e na probidade administrativa". Isso tornaria o já divertido horário político obrigatório ainda mais divertido. Pelo menos o meu voto ela teria.

Como eu sei que isso nunca vai acontecer (ao menos não aqui no Brasil), contento-me em sugerir uma nova lei para o nosso país: todo o povo brasileiro deveria ter o direito de fazer com os políticos aquilo que os políticos fazem com o povo. Como na foto acima.

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