quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dúvidas sexuais


Você sabia que alguns povos praticavam a castração para impedir a manifestação de doenças?
No século V a.C., romanos e gregos castravam meninos para evitar a ocorrência futura de hérnias. Já os franceses acreditavam que a castração poderia curar reumatismo, lepra e gota. Enquanto isso, os norte-americanos, até o início do século passado, praticavam-na rotineiramente em doentes mentais e epilépticos.
Você sabe como surgiu a tradição da luz vermelha nas portas de bordéis?
As lanternas vermelhas usadas para simbolizar as casas de prostituição tiveram sua
origem com os chineses, que colocavam lamparinas vermelhas de bambu e seda na entrada de suas "casas de vinho". As "casas de vinho" eram bares onde se praticava a prostituição de forma ilegal. Posteriormente, imigrantes chineses disseminaram o costume por diversas partes do mundo, especialmente na Califórnia.

O que é dorafilia?
Dorafilia, adoração por pele ou couro, é considerada um fetiche, quando manifestada durante o sexo. O tato ou o cheiro do couro dão a muitos uma sensação de poder. Para alguns, isto é explicado pelo fato de se assumir inconscientemente a personalidade do animal, cuja pele é vestida. Conta-se que Nero, o imperador que incendiou Roma, vestia-se com uma pele de animal e incorporava bichos ferozes para abusar sexualmente de pessoas amarradas em estacas.
O que acontecia na Idade Média se um homem não realizasse suas funções de marido e falhasse na geração de uma criança?
Nesses casos, a Igreja Católica introduzia um grupo especial de investigadores particulares. O grupo era composto por mulheres experientes que verificariam as genitálias do marido para ver se eram apropriadas, se não eram deformadas, enfim...se havia motivos que impedissem a consumação do casamento. Se os motivos existissem, o casal poderia se separar.
Masturbação causa loucura?
Masturbar-se sempre foi uma prática polêmica e repudiada pela Igreja. Na Antiguidade, estimular-se sexualmente era tolerado. Os greco-romanos desestimulavam esse comportamento até os 21 anos. Os antigos egípcios acreditavam que um ato de masturbação do deus Atum criou o universo. Para a cultura judaico-cristã, qualquer prática que não levasse à procriação foi, durante anos, severamente punida. Durante o período da Inquisição, o "masturbador" poderia ser considerado herege e condenado à fogueira. No século XVIII, a masturbação foi considerada doença grave. O suíço Tissot lançou em 1760 uma condenação científica dessa prática. Atribuíam à masturbação a loucura, ataques epiléticos, cegueira, cãibras, pelos nas mãos, espinhas. Hoje, apesar do preconceito sobre a questão, entende-se a masturbação como uma prática para conhecimento do corpo, do prazer e das emoções.
O que causa as ereções noturnas?
A ereção noturna é involuntária e ocorre durante o período de sono mais profundo. Um sonho erótico pode estimular a ereção ou, até mesmo, provocar uma ejaculação noturna, conhecida como polução. A ereção matinal, percebida ao acordar, é causada pelo enchimento da bexiga que comprime a próstata e os nervos responsáveis pela ereção.
Você sabia que fazer sexo com uma mulher menstruada já foi motivo de penitência?
Na Idade Média, a Igreja, ao lado do senhor feudal, era a principal força da sociedade. Claro que o clero regulava a vida do homem naquele período. Isso inclui a vida sexual. Havia normas de condutas para os casamentos "legítimos". Nada de sexo às quartas, sextas-feiras e aos domingos. Nada de sexo durante a gravidez nem trinta noites depois da gravidez. E aqueles que mantivessem relações com sua mulher durante "sua doença mensal" tinham que fazer penitência por vinte dias.
Você sabe que aparelhos já foram inventados para impedir a masturbação?
Várias foram as invenções para se proibir essa prática. Uma delas é a atadura anti-masturbação, do dr. Lafond. Os órgãos genitais eram escondidos embaixo de envelopes que permitiam a excreção da urina. Por baixo disso, um cofre de ouro ou de prata, que tinha a forma e o tamanho do pênis, vestia-o e o garantia a salvo de qualquer tentação. Outra invenção foi um detector de ereção ligado a um fio que ficava ao lado do quarto dos pais de um jovem. Quando havia ereção, um sino tocava. Quanto às mulheres, havia a extirpação do clitóris foi preconizada na Europa, principalmente durante o período vitoriano, na Inglaterra. O clitóris era queimado a ferro quente.
Você sabe para que as máscaras serviam no passado?
Inicialmente, as máscaras eram um instrumento para as prostitutas ocultarem a sua identidade. Com o passar do tempo, elas se popularizaram entre as mulheres das classes altas. Nos bailes da corte, as máscaras eram uma forma de diversão, que abrangia desde meros flertes até mãos errantes, impensáveis para os padrões morais da época. Os bailes, após mais de um século de existência, foram então censurados pelos líderes religiosos.
Você sabia que o prato "macarrão à putanesca" faz referência à prostitutas?
O conhecido molho de massas foi criado na cidade italiana de Nápoles e existem duas versões para a origem do nome putanesca. A primeira diz que as prostitutas locais teriam inventado a receita porque era rápida e podia ser feita nos intervalos entre um cliente e outro. A segunda versão afirma que o odor agradável do prato atrairia clientes que passassem perto dos prostíbulos.
Você sabe quem eram as ninfas?
Para os antigos gregos, eram jovens e lindas divindades secundárias, que habitavam os bosques, o mar e as fontes. Acreditava-se que eram as responsáveis por propiciar a fertilidade e a harmonia no mundo, e serviam aos principais deuses com suas doces e espirituosas brincadeiras em sedutores festejos. A palavra ninfa passou a designar uma linda e jovem mulher; a "ninfomania" passou a designar também mulheres dotadas de um apetite sexual insaciável.
Você sabe qual é a origem do nome orquídea?
O nome orquídea deriva da genitália masculina. Orchidaceae, como é chamada a família da planta, significa testículos em grego e pode ter suas origens em uma antiga noção de que a flor possuía qualidades afrodisíacas.

4 comentários:

Marcos Shinobi disse...

Quantas informações bombásticas Val...rs... felizmente os tempos são outros. Como será eram tratados os Bondagistas nessas épocas?

Valeria Z. disse...

Certamente, "a ferro e fogo". Esses pecadores... (rs) Bjs!

Luc disse...

Olá Val.
Acredito que assim como todo amante do puro bondage nasce pronto, você também nasceu com o dom (ou talento) para escrever.
Você tem um português exemplar, coerência e clareza ao se expressar, além de um refinado e sutil humor. Percebe-se que sua cultura geral é vastíssima, o que juntando tudo isso com o lado psicóloga faz com que seja digna de ser nossa representante perante ao mundo, digamos, normal.
Seus posts são como carniça (ui, perdão!!). Eles ficam por dias impregnados em nossa imaginação. Acho que você não faz idéia do quanto.
Ora, tem talento, tem cultura, tem sabedoria e inteligência, está descontente com o salário (de advogada?), por vezes melancólica (você que disse) e além de tudo, acredito que seja uma bela mulher, então por que aprisionar seu sonho? Uma bondagete não deve prender o sonho, apenas o corpo. E liberar a alma (ou espírito, pois acredito que “alma” é um espírito vestido de um corpo físico para cumprir uma jornada material).
Noto que você expõe de maneira quase explicita a bondagete Val, mas preserva a ferro e fogo a mulher Valéria. Se optar em ser uma escritora anônima, os pseudônimos estão aí para isso. Se assinar sem máscaras, após a publicação de seu primeiro livro, tenho certeza absoluta de vê-la (e conhecê-la) sendo entrevistada pelo Jô.
Seu potencial como escritora é enorme. E você sabe disso. Talvez precise de apenas um bom empurrão.
Espero que escreva ao menos um livro (e usando um pouco do pedantismo e da pseudo-superioridade do pessoal do BDSM – que odeio - isto é uma ordem para que o faça(rs)!! Esta seleta tribo agradeceria.
Digo seleta, pois nunca vi (ou li) alguém dizer que gosta do nude (ou soft) bondage que não seja aparentemente culto. Acredito que somente pessoas com um nível cultural minimamente elevado tenham condições de assumir que gostem deste refinado (sim!) fetiche. Também noto que são pessoas, como você, que parecem seguir uma lei do budismo, de caminhar sempre pelo centro, sem radicalismo, sem ir aos extremos.
Claro que por não ser uma “condição de vida” como dos gays, por exemplo, e sim um fetiche velado, é muito difícil reconhecer facilmente que goste ou não disso.
Perdão por encher seu blog com esse comentário extenso. Mas foi escrito com a mais pura boa intenção de encorajá-la a realizar seu sonho de escritora. Quem sabe não é sua missão nesta vida?
Mesmo crendo que todo bondagista é ainda uma criança na longa linha evolutiva do espírito e o fetiche apenas uma diversão, gosto de levá-lo a sério. Acho que o prazer saudável é muito importante para ser menosprezado.
Mais uma vez, parabéns pela sua grande capacidade literária.
Até, quem sabe, à sua sessão de autógrafos ...

Valeria Z. disse...

Luc, muito obrigada pelas suas palavras; é muita gentileza da sua parte. Na verdade, se eu fosse "comentar o seu comentário", eu precisaria de um post inteiro do blog para isso, já que nele tem conceitos que podem ser amplamente desenvolvidos. Aliás, acredite, você acertou no alvo (ou chegou bem perto dele) em mais de uma linha.

A única restrição é quanto a eu ser entrevistada pelo Jô por ocasião do lançamento de algum livro meu sobre bondage, pois no Brasil isso significaria minha morte social, minha perda de emprego e uma imensa decepção para minha família. Pode ser covardia da minha parte, mas esses são preços que eu não estou disposta a pagar. Este blog é, portanto, minha fuga literária e meu consultório de psicanálise. Bjs e volte sempre!