sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Marketing do bondage


Há pouco tempo, a ex-panicat Juju Salimeni participou de um ensaio para o site Paparazzo e em algumas fotos (lindas, por sinal) ela aparece amarrada. A idéia teria partido do meu amigo virtual Marcos Shinobi, que sugeriu o tema à guria via twitter. Se isso for confirmado, eu diria que é uma vitória dele, no sentido de tirar o bondage do "gueto" em que vive o fetiche e torná-lo aceitável para um público mais amplo. Não digo torná-lo 100% popular, ou tão popular quanto - por exemplo - o sexo oral, pois acredito sinceramente que o bondage sempre será praticado por uma minoria, mais ainda se desvinculado do universo BDSM. Mas se algum dia o bondage puder ser visto pela população não como uma bizarrice, mas como uma alternativa de prazer, isso já será uma grande vitória.

Daí porque me proponho, ousadamente, sugerir algumas diretrizes de marketing para a popularização do bondage:

1º) Mais ensaios fotográficos de mulheres famosas em bondage. Certas mulheres anônimas tendem a imitar mulheres famosas em determinados aspectos (roupa, cabelo, acessórios, etc). Sendo assim, algumas delas poderiam se sentir tentadas a imitar as fotos de famosas em bondage.

2º) Mais artigos em revistas - femininas e em geral - sobre o prazer que certas mulheres sentem com o bondage. Quem sabe assim, uma ou outra mulher se sinta atraída a experimentar algo do gênero, ainda que de forma simples.

3º) Desvincular o bondage do universo BDSM. Em qualquer ensaio fotográfico, nunca apresentar o bondage com a parafernália kitsch do sadomasoquismo, como chicotes, masmorras, grades, etc, pois isso só reforça a imagem de bizarrice com relação ao bondage que muita gente tem na cabeça, o que tende a afastar muita gente.

4º) Apresentar o bondage como uma alternativa de prazer para casais e não apenas como um mero fetiche de um grupo restrito e minoritário. Praticando com um parceiro, as mulheres se sentirão mais à vontade do que experimentando sozinhas.

Bom, essas são apenas algumas sugestões, obviamente sem a pretensão de esgotar o tema. Quem tiver outras sugestões de marketing, ficarei feliz em conhecer.

3 comentários:

Valeria Z. disse...

Eu concebo o bondage como uma prática semelhante a qualquer outra: se você não tem o gosto pela coisa ou ao menos uma vaga tendência interior, é muito difícil gostar do fetiche. É como arte, por exemplo. Ninguém faz balé com o objetivo de ficar em forma ou aprende violino para tocar em churrascos com os amigos. Se a pessoa não tem dentro de si o desejo de dançar balé ou de tocar violino... nada feito. Mas tem gente por aí que resolve fazer balé ou aprender música na idade adulta, porque foi "inspirado" por alguma apresentação a que assistiu.

No caso do bondage, como a pessoa vai se sentir "inspirada" a experimentar a prática, se o fetiche normalmente vem envolvido com uma parafernália BDSM, que sempre remete a dor? Ninguém (quase ninguém...) gosta de sentir dor e daí talvez o fato de muita gente sequer pensar em experimentar o bondage, e quem sabe, gostar da coisa. Uma popularização maior, ainda que compreensivelmente seja algo difícil, faria mais pessoas ousarem experimentá-lo.

VH Carioca disse...

Valéria
- Aprovo 100% o conteúdo de sua idéia.
- Aliás é o que eu venho tentando fazer a anos com meus bloggers.
- Comecei a escrever um blogger livro exatamente para tentar criar um material onde as pessoas pudessem conhecer a grande diferença entre as fantasias.
-bjos grandes

Valeria Z. disse...

Desde o Orkut eu venho acompanhando seu trabalho e acho muito positivo para a divulgação do bondage da forma como nós o concebemos. Admiro muito sua disposição nessa área e espero que você continue sempre em frente, com a competência habitual. Quem sabe os frutos que seus blogs produzirão no futuro (ou que já estão produzindo)? Bjs!