sábado, 23 de junho de 2012

Bondage casual


Assim como existe o sexo casual, também existe nos meios fetichistas o bondage casual. O procedimento é mais ou menos o mesmo: você conhece alguém pela internet, ambos trocam fotografias, marcam um encontro num lugar público, conversam um pouco e depois acertam os pormenores da prática. Depois de tudo terminado, bye bye, até mais, valeu o peixe. Se a coisa tiver sido realmente muito boa, ambos podem até marcar uma nova experiência, mas sem qualquer compromisso. Nos países onde existe uma maior divulgação do bondage (como os Estados Unidos, por exemplo), nem precisa de internet, pois há vários "clubes" de fetiche, onde os bondagistas podem interagir e aí a coisa é resolvida na hora.

Assim como eu nunca fiz sexo casual, eu também nunca fiz ou sequer imaginei praticar bondage casual. Ora, se mantendo-me estritamente fiel ao meu princípio de somente praticar bondage com namorados já me aconteceram surpresas desagradáveis (algumas, bastante desagradáveis...), imagina se eu fizesse isso com um desconhecido. E sinceramente não acredito que apenas com uma, duas horas de conversa, ou mesmo uma noite inteira, seria possível conhecer uma pessoa a ponto de confiar a ela minha integridade física. O medo que eu sentiria com alguma possível reação adversa do parceiro anularia minhas sensações de prazer. Depois de imobilizada, a bondagette está totalmente à mercê de quem a imobilizou, e me parece muito arriscado deixar-se ficar tão vulnerável nas mãos de quem não se conhece bem.

Eu conheci pela net pessoas que praticam ou praticaram bondage casual e nada de mau lhes aconteceu. Pessoas de quem eu gosto e respeito; gente experiente no babado, que não se deixaria iludir facilmente por qualquer papinho. Eu não critico quem faz isso, assim como eu não critico quem faz sexo casual ("viva e deixe viver", essas coisas). Mas ainda assim eu ficaria insegura, porque pessoas mentalmente perturbadas existem por toda parte e os chamados psicopatas são mestres em disfarçar suas verdadeiras intenções. Depois de imobilizada, sei lá o que ele poderia fazer comigo, contra minha vontade? E uma vez começada, não tem safeword nem "peraí" que interrompa a coisa. Pelo sim, pelo não, prefiro continuar na entressafra, como estou agora, a me arriscar numa aventura imprevisível.

Na internet pode-se encontrar vários casos de sessões de bondage que deram errado e resultaram em morte, tanto self bondage como "alter bondage" (acho que acabei de inventar um neologismo). Melhor não acrescentar mais riscos àquilo que já não é tão seguro.

6 comentários:

Nomad disse...

Ola, esse não teria como não comentar.... Não estou discordando nem nada de sua opinião, mas nem sempre - pelo menos nem sempre comigo - o 'bondage casual' é necessariamente uma orgia desenfreada... tem vezes que nem sexo necessariamente (in bondage) rola. Enfim, é algo ate mais inocente do que você pode imaginar... principalmente nas festas temáticas... Se quiser depois te conto um 'causo' ou dois... nem de conto erótico daria para chamar kkkk... ai ai.. mas é divertido... :)

Valeria Z. disse...

Festas temáticas, clubes noturnos, lugares onde você pode perguntar "quem é aquele carinha?", aí existe inegavelmente um certo grau de segurança (ainda que eu também não topasse nada nessas ocasiões).

Mas teclar com um desconhecido na net que se diz mais experiente em bondage do que Malmsteen na guitarra e mais carinhoso do que Irmã Dulce em festa infantil, e depois de um ou dois encontros topar um hogtiezinho básico... ah, isso nem em pensamento. Muito antes de Taylor Summers eu já era obcecada por segurança e é nesse sentido que eu escrevi o post.

Só que agora eu fiquei curiosa sobre seus "causos". Bjs e não deixe de me contar seus contos quase-eróticos. :)

Eugenio Boluko disse...

Prezada bondagette Valéria,

Se um dia quiser curtir um bondage casual sem se descuidar nem um pouco da segurança, aí vai uma dica:

SEUS PROBLEMAS ACABARAM: Chegou o prático e revolucionário BONDAGE TELEVISATOR TABAJARA, com direito a algemas, ballgag e a assistência de profissionais devidamente qualificados para garantir sua segurança, além da audiência de um auditório atento e de mais uma mais uma atenta platéia de telespectadores de tv, que certamente garantirão que você não sofrerá nenhuma surpresa perigosa nem desagradável além do gigantesco mico-gorila bondagístico que terá (observe só que pechincha imperdível!!!) de pagar em suaves parcelas a perder de vista apenas por, digamos, o resto ou uma boa parte da vida, e isto somente enquanto seus adoráveis fãs atuais e futuros se lembrarem desta idiotice pública e televisiva, que certamente a fará ficar satisfeita a ponto de nunca mais querer repetir a dose, pois mico-gorila bondagístico pouco é bobagem, he he he...

Pra inspirar este momento que poderá ser ímpar pra você e pra um bocado de gente gaiata, estou enviando dois endereços de um vídeo muito engraçado de um programa de auditório do México:

http://www.youtube.com/watch?v=DsKD1iCKZg8

http://www.youtube.com/watch?v=7MuYI-6HAaM

Espero que você e todas as belas bondagettes (entre as quais a Misty e a Aline) gostem do vídeo e se divirtam bastante (será que também serão corajosas de encarar ou vão arregar? Bem, quanto a isto não importa... basta que vocês existam e, sempre que puderem, se comuniquem conosco, para fazer-nos mais felizes e bem humorados por saber que não somos os únicos malucos deste Brasil, pois vocês também curtem, como nós, essa deliciosa estravagância chamada bondage)...

Depois vocês contam o que acharam do vídeo.

Um grande abraço e beijo a todas, que vocês merecem...

Eugenio Boluko
eugenioboluko@gmail.com

Valeria Z. disse...

Pois é, Eugenio. Se já existe em São Paulo o serviço de "personal friend", eu poderia criar o serviço de "personal bondage"; bondage casual sem compromisso. Ideias não faltam, o que falta é grana para implementá-las. Bjs!

Nomad disse...

Recebi um e-mail de uma tal de "ashleymadison.com", acho menos pior que a ideia do personal bondage viu...

A regra número 1 se você está tendo um caso é nunca ter uma amante solteira. Ao invés disso, saia com mulheres casadas que têm os mesmos motivos que você para manter o caso em segredo...

No AshleyMadison.com você irá conhecer MILHARES de mulheres casadas, presas em um relacionamento sem sexo, procurando por um amante discreto.

AshleyMadison é 100% SEGURO, totalmente anônimo e GARANTIDO!

Valeria Z. disse...

Acho que já li sobre esse site em alguma revista, mas não estou bem certa. Ao que parece, estamos na época da sacanagem institucionalizada. Bjs!