sábado, 9 de fevereiro de 2013

Outdoor bondage


Eu devia postar algo novo no blog depois da quarta-feira de cinzas, já que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, mas prefiro fazer isso agora, pois nada mais adequado do que escrever sobre esses assuntos numa época onde a sensualidade aflora por toda parte. Como na última postagem do ano passado eu prometi contar minhas experiências em outdoor bondage, melhor fazer isso antes de iniciar novos assuntos.

Minhas únicas experiências em bondage fora das quatro paredes de um ap. ou de uma casa aconteceram praticamente com o mesmo namorado, aquele que mencionei em postagens anteriores como sendo "bastante criativo" e morador de uma mansão que só podia ser chamada de casa por eufemismo. Cercada de muros com uma cerca verde alta, um jardim enorme e com os vizinhos suficientemente longe, o lugar era ideal para o outdoor bondage e não demorou muito para que minha imaginação fértil começasse a criar cenas e fantasiar experiências que nunca antes havia tido. 

Uma das experiências que realizei foi ser imobilizada no gramado do jardim, onde antes ele estendia a enorme capa de proteção da piscina. Foram momentos ma-ra-vi-lho-sos. Sentir o vento batendo no meu corpo nu, as irregularidades do terreno abaixo da lona, contemplar as estrelas no céu e às vezes a lua (já que normalmente eu era amarrada ou algemada à noite), tudo isso era impagável. Com ou sem sexo, ser imobilizada no meio do jardim sempre foi uma experiência inesquecível.

Outra experiência maravilhosa foi ser imobilizada numa coluna. Explico: a casa tinha uma varanda interna, que dava para a piscina, a área verde e a churrasqueira. Sustentada por umas poucas colunas, suficientemente lisas para não machucar um corpo e com o diâmetro adequado para amarrar ou algemar alguém em torno, duas delas (as mais bem localizadas) fizeram minha alegria algumas vezes. Nelas eu tive meus pulsos amarrados ou algemados, de frente ou de costas, em pé ou sentada. Neste último caso, meu então namorado fazia a gentileza de colocar uma toalha no chão.

Outra experiência interessante ainda que não tão inédita como as anteriores, foi ter sido imobilizada numa espreguiçadeira da piscina; uma variante de ser imobilizada numa cadeira, algo que já havia experimentado. Também foi muito legal, ainda que não permitisse uma grande variação em termos de posição sexual (quando rolava). Nem preciso dizer que, tanto neste caso quanto nos anteriores, ora eu estava apenas imobilizada ora estava amordaçada e/ou vendada.

O interessante é que naquela época nunca sequer pensei em ser imobilizada no piso de pedra à beira da piscina, mesmo ela estando coberta. Talvez, como paranóica assumida que sou em matéria de segurança, eu tivesse medo de me movimentar demais e cair na água (sobretudo vendada ou, pior ainda, vendada e  amordaçada). Nem preciso dizer que - evidentemente - só fazíamos isso quando a casa estava absolutamente vazia e quando as condições climáticas eram favoráveis. Nessas ocasiões eu me divertia imaginando o que os vizinhos ou os tripulantes de um possível helicóptero diriam se me vissem naquelas circunstâncias.

Enfim, foram experiências maravilhosas, das quais - confesso - sinto saudades. Nunca mais depois daquele namorado fiz nada parecido. Tudo depois dele foi muito mais controlado, entre quatro paredes. Ainda quero contar a experiência mais ousada em termos de outdoor bondage que tive, em que ele participou mas que que não foi o primeiro com quem fiz isso. Portanto, terei que voltar um pouco mais no tempo e, por isso, contarei em outra oportunidade. 

Por ora, chega de "loucuras fetichistas" ao ar livre. Sem bem que ainda acrescento que  eu gostaria de experimentar bondage numa praia particular (Caribe, talvez? Ou ilhas gregas, quem sabe?). O suor se misturando à areia branca, o mar azul em frente... acho que seria interessante. Tudo isso, claro, contanto que a areia seja absolutamente limpa e que não entre areia em locais onde não deveria entrar. Se é que vocês me entendem.

4 comentários:

Anônimo disse...

Bem vinda de volta depois do longo hiato!!!

É sempre bom ouvir suas histórias. :)

Abs

W

Valeria Z. disse...

Muito obrigada! Já estou pensando em outra atualização, em breve. Bjs e volte sempre!

Anônimo disse...

Olá mocinha.
Sempre é gostoso ler seus posts. Continue com mais frequência.
Escreve bem, bom português, raciocínio claro, enfim, mãos de escritora e de quem lê muito.
Uma curiosidade: Estar nua (como diz gostar), presa em uma cela, com grades, também é uma de suas fantasias?

Abs

Luc

Valeria Z. disse...

Luc, muito obrigada pela gentileza. Sobre sua curiosidade, digo que ficar presa numa cela, com grades, numa jaula ou em qualquer lugar - nua ou vestida - não é uma das minhas fantasias. Bjs!